Dia segundo
October 24th, 2008
Escrevo este texto no terceiro dia de viagem. Mas falo sobre ontem.
Ontem fui andando, outra vez, até o Parque da cidade. Que é bem mais bonito que o Nosso Jundiaiense. Tem mais patos, mais árvores e caminhos bucólicos por entre elas. Há lagos e morros de relva bem aparada que lembram o aspecto do cenário daquele programa infantil Teletubbies.
Em seguida caminhei em direcção ao mar. E aqui cabe um comentário pertinente. Porto não parece uma cidade litorânea. Do centro de Porto onde estive não se enxerga o mar e aquém disto, não se sente o cheiro característico do oceano. Pois então, apenas chegando até lá eu me toquei que estava numa cidade beira-mar.
Fui até a praia e entrei no Castelo do Queijo. Uma fortificação datada de 1661.
Alguns canhões no forte e uma bela vista do mar.
Meu tempo é curto…
Só para terminar fiquem com a foto do Por do sol. Uma coisa que nunca vi na vida. o Sol afundando no oceano.
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Enfim. Porto
October 22nd, 2008
Na despedida
Em Cumbica eu estava tranquilo. Apesar de pesaroso pelos olhos cheios de lagrimas de minha mãe. Mas a tranquilidade durou pouco, no momento que eu contornei a parede da entrada do Portão 22 e não via mais nenhum rosto conhecido, a ficha caiu. Eu estava realmente apenas por mim mesmo
O medo de estar sozinho foi intenso nos 10 minutos que se sucederam, mas logo comecei a me acostumar. Principalmente quando o avião taxiou na pista e acelorou vertiginosamente a frente, adrenalina a mil e olhos fixos nas asas. (voar é íncrivel, eu ainda tiro um brevê de piloto).
No ar.
Avião vazio é igual a muito conforto. Voei para Porto com direito a umas 10 Poltronas.
Sério, quando a telinha individual do meu acento parou de funcionar recebi o aval da “hospedeira” (aeromoça em PT-pt) para sentar aonde quisesse pois havia muito espaço. Me mudei para a poltrona da frente. Assisti um filme, jantei e o sono começou a bater. Quando reparo ao lado nas fileira que uma pessoa usou as 4 cadeiras como cama. Ah, não deu outra me mudei outra vez e dormi gostoso. No final do voo ainda me mudei outra vez para o lado direito do avião onde dava para ver o nascer do sol.
Em porto.
Imigração ok, sem burocracia nem enrolação, entrei em Portugal me sentindo em casa. Sai do Aeroporto e entrei no metro logo a frente, funcionário atencioso e educado me ajudou com o andante (o cartão do metro) e sem problemas embarquei, não há catracas onde se insere o passe aqui. O sistema funciona da seguinte forma: Compra-se o andante e coloca-se quantos créditos desejar. Na frente da estação existe uma máquina onde o passageiro debita o crédito da viagem. Mas nada te impede de entrar no metro sem debitar o crédito. Porém a fiscalização é rigida e se um fiscal te pegar andando sem créditos no cartão paga-se uma multa de algo em torno de 175 Euros.
A tarde fui andar pela cidade. E como andei, fiquei com os pés doloridos de tanto caminhar, mas valeu a pena, cada passo.
Me embranhei em todas as ruelas que encontrava e fui redescobrindo a história. Imaginando como viviam as pessoas ali em 1700 e curtindo a paisagem. Porto é uma cidadezinha tranquila e com belas vistas, como essa da foto do Rio Douro, realmente já valeu a viagem. E olha que é só a primeira cidade.
Outra coisa que vale mencionar. Eu só poderia fazer essa viagem sozinho mesmo. Ninguém ia ter paciência para se perder e se encontrar tantas vezes de propósito como eu tenho. Haha.
Bjos e abraços, e até a próxima.
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A minha mão no céu, o meu pé no chão
October 21st, 2008
Terça-feira. O dia chegou. São 2:19 AM e acabo de arrumar toda a mochila, imprimi todos os endereços de albergues e contatos de pessoas conhecidas, nutri meu celular de algumas músicas e bateria. Queria escrever alguma coisa pré-viagem, mas devido o horário avançado meu cérebro já não é capaz de compilar um texto complexo, fiquem aí com alguns sentimentos e pensamentos sortidos do dia.
Hoje eu trabalhei. Quando deu 17:40 me levantei, me despedi de todos e ao entrar no carro o estado de espírito mudou completamente. Me senti com 15 anos saindo da escola no último dia de aula. Era a mesmíssima sensação e foi bom.
Um amigo me questionou quais eram minhas expectativas da viagem. Eu disse de primeira. Eu não tenho nenhuma. E o outro disse pela enésima vez que eu sou o herói dele, ainda mais por ir a Europa livre de expectativas.
Eu contínuo sem nenhuma, isso é empolgante.
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@vitorfasano life style
October 16th, 2008
Vai acontecer. realmente vai acontecer.
Vou passar um mês no velho continente vivendo a base de queijo brie no café da manhã e cerveja belga no almoço. Na Champs Elysées, não sei! Acho cafona, meio clichê, mas quem se importa. É a fucking Europa.
Beijosnãomeliguempqroaminginternacionalécaropracaralhoeeunaosaoumvitorfasanofake.
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